O melhor Amigo da Noiva (Made of Honor, 2008). bem melhor do que imaginei, apesar de ser por demais parecido com O Casamento de Meu Melhor Amigo, comedia romântica que solidificou mais ainda a carreira de Julia Roberts, em 1997. o filme dirigido por Paul Weiland (o mesmo do contagiante A Bola da Vez), conta a historia de amizade entre Tom e Claire. Tom apesar de ser namoradeiro ferrenho, nutre secretamente um amor platônico por Claire, que tem uma opinião diferente do amigo sobre relacionamentos. Quando Tom decide finalmente se declarar a Claire, a mesma aparece com um companheiro Escocês anunciando o casamento em poucos dias. P/ completar a infelicidade, ela convida o melhor amigo p/ que seja sua “madrinha de Casamento” (!?!?!?!?). Tom vê no pedido uma oportunidade de atrapalhar o máximo possível os preparativos a fim de tentar convencer a amiga a desistir do futuro marido. Não sei o porque mas por mais que tente não consigo me convencer da transformação radical de Patrick Dempsey nos últimos 8 anos. Aqui, o ator tem um dos melhores momentos da “nova fase de vida”, interpretando com energia e muita simpatia o atrapalhado e adorável Tom. E pensar que esse era aquele garoto desengonçado e feio Ronald Miller, de Namorada de Aluguel. Menção também p/ a sempre apagada Michelle Monaghan e Sidney Pollack, em um de seus últimos papeis. Ao menos o filme é uma prova definitiva que as possibilidades de um homem ter uma “melhor amiga” são remotissimamente remotas (e existe essa palavra, remotissimamente, Jeniss??)
Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe, 2008): já assistiu a um filme curto mas que aparenta ser interminável? Noites de Tormenta, filme que marca o reencontro de Richard Gere e Diane Lane, tem exatamente essa sensação. Adrienne cuida de uma pousada a beira-mar. Paul é um medico que esta de passagem pelo lugar, a fim de reatar os laços com o filho mais velho (James Franco). Adrienne e Paul acabam passando uma noite juntos durante a passagem de uma tempestade no local, fato que muda a vida de ambos (o fator “carência” ajuda bastante :P). não vou falar mais p/ não estragar as “surpresas” da historia. Mas a verdade é que já me cansei dessas contos de amor pré-prontos, na medida p/ os apaixonados de plantão. Assista por curiosidade.
na madrugada pude conferir ao ótimo drama Anjos de Cara Suja (Angels With Dirty Faces, 1938), de Michael Curtiz (Casablanca, 1943). o filme narra a historia de Rocky e Jerry, amigos de infância que cresceram juntos em um pobre e violento bairro de Nova York. Anos depois se reencontram muito diferentes um do outro: Rocky depois de sair do reformatório abraça de vez a vida de gangster; Jerry tornou-se padre, incentivando meninos a não trilhar p/ o mundo do crime. Com exatidão, Anjos de Cara Suja explora com veemência as conseqüências das escolhas que cada um faz. Apesar do respeito e da amizade, os interesses de Rocky e Jerry caminham p/ um inevitável conflito. Escolhas feitas na infância(ou adolescência) poderiam não só influenciar como também modelar em definitivo a persona de um ser humano. Uma questão de grande relevância levantada pelo filme digna de uma loooonga discussao. Ponto + do longa: o excelente duelo de interpretações entre James Cagney (indicado ao Oscar por esse trabalho) e Pat O´Brien, nos papeis de Rocky e Jerry, respectivamente.
Finalmente assisti a um filme do renomado diretor alemão Josef Von Sternberg, O Anjo Azul(Der Blaue Angel, 1930). Preciso assistir mais filmes do intitulado Expressionismo Alemão (esse é um dos últimos), movimento de grande significância p/ o cinema. O excelente Emil Jannings interpreta o professor Immanuel Rath, decidido a descobrir o porque da ida de alguns de seus alunos a um cabaré itinerante. Chegando no local, o professor fica estupefato pela ambientação do lugar, e imediatamente cai de amores por uma dançarina/cantora vestida de meias compridas, cinta liga, colete e uma cartola. Seu nome é Lola Lola, a grande atração do cabaré “O Anjo Azul”. Poucos filmes conseguem captar com precisão personagens derrotados pela desilusão do amor. Em O Anjo Azul temos a oportunidade de analisar friamente a destruição da personalidade do Immanuel Rath – de renomado professor a artista boêmio da vida noturna. Marlene Dietrich encanta no papel da fatal e Falsa Lola. Como diria certo personagem em A Noiva Cadáver : “mulheres. Ruim com elas, pior sem elas...”.
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