No período vespertino, retirei mais um de minha “Lista da Vergonha”: O inovador O Segredo do Abismo (The Abyss, 1989), do visionário – e sumido – James Cameron. Reconheço que, apesar do visível avanço tecnológico em se tratando de efeitos visuais, tal longa prestes a completar 20 anos ainda consegue surpreender, muito devido ao enredo curiosíssimo (apesar do fracasso retumbante na época) é claro, toda a impecável parte técnica. Ed Harris interpreta aqui o líder de uma expedição cujo principal objetivo é descobrir o que ocorreu com um submarino abatido próximo a um abismo à 7000 metros de profundidade.
Se tem um ponto a menos? Vejamos: incomoda um tantinho a mega-metragem (assisti a versão com 174 minutos). Entretanto, alguns dizem que tais mudanças na montagem acabaram melhorando significativamente o resultado final (preciso ver a versão lançada nos cinemas!). Iria falar sobre outro fato, mas deixa pra lá (não gosto de textos com Spoilers). De qualquer forma, obrigatório aos fãs do gênero. Ou não!!!
No início da semana passada conferi o bom Alexandre: O Grande (Alexander: The Great, 1956), de Robert Rossen (A Grande Ilusão, 1949). no papel do famoso e prodígio conquistador, o carismático Richard Burton. Assim como a versão de 2005, assinada por Oliver Stone, Alexandre tem produção caprichada e bom ritmo (o de 1956 é mais curto), diferenciando apenas no tom do roteiro: enquanto um é mais solene o outro rebusca ao máximo certas passagens da vida do imperador que, durante pouco mais de 15 anos, conseguiu tomar posse de aproximadamente 90% do mundo até então conhecido. Ambos protagonistas cumprem com honras o desafio de transpor as telas as nuances desse personagem um tanto enigmático (Colin Farrel, pelo filme de 2005). Para ser franco, fico na dúvida para apontar a melhor versão. Uma dica: confiram os dois e tirem suas próprias dúvidas.
Na hora em que estava assistindo um longa do Rob Zombie, chega um cliente interessado em locá-lo. Na terça-feira, termino A Casa dos 1000 Corpos. Volto amanha para comentar um pouco sobre Roubos e Trapaças (Chain of Fools, 2000). Um abraço a todos, bom domingo e até mais.
Os professores deveriam pensar melhor antes de pedir aos alunos resenhas de filmes como trabalho escolar. Explico o porquê: como se já não bastasse a dificuldade em se encontrar longas como A Guerra do Fogo (La Guerre du Feu, 1981), 1984 (Nineteen Eighty-Four, 1984) ou O Enigma de Kaspar Hauser (Jeder für Sich und Gott Gegen Alle, 1974), o aluno ainda acaba se deparando com outro empecilho: o processo de “extinção” que o segmento de videolocadoras vem enfrentando. Uma boa alternativa para solucionar essa situação seria a aquisição de filmes específicos pelas próprias instituições de ensino. Infelizmente são poucas as que prontificam de fazer isso (por aqui, a UFMT é uma dessas). Falei tudo isso porque preciso entregar uma resenha do filme O Nome da Rosa (Der Name der Rose, 1984), de Jean Jacques-Annaud (curiosamente o mesmo de A Guerra do Fogo). Deve ser uma obra de grande relevância para justificar a procura semanal dos clientes.
Entre quinta e sexta-feira, dois conferidos:
Apesar de ser um tanto mais do mesmo, gostei do drama Reflexos da Amizade (House of D., 2004), de David Duchovny. Escrito em 6 dias pelo eterno “Fox Mulder” narra o inicio da adolescência do pouco popular Tommy Warshall (Anton Yelchin, grande achado) e sua amizade com um homem de 41 anos, deficiente (baixo Q.I.). toda historia é narrada pelo protagonista já adulto. Filmes sobre superação às vezes cansam. Esse só vale uma conferida em razão do trabalho esforçado de Duchovny. Talvez alguns não irão gostar das caracterizações de Robin Williams – para muitos, um eterno caricato – e Tea Leoni, no papel da depressiva mãe do protagonista. Recomendável.
Na tarde de Sexta-feira, me diverti muito com a comedia The Birdcage: A Gaiola das Loucas (The Birdcage, 1996). Após saber que o filho se casará com uma moça de família ultraconservadora, Armand, juntamente com o companheiro Albert – casal bem sucedido, proprietários de uma casa noturna GLS – precisará se passar por pessoas de bons costumes e causar uma boa impressão no jantar que confirmará a união das famílias. Agilidade, boas canções, visual charmoso (cortesia do indicado ao Oscar Bo Welch) e é claro, uma presença iluminada de Nathan Lane como a tresloucada(o) Albert fazem desse trabalho do conceituado Mike Nichols um dos melhores do subgênero.
Começo o post com um pedido e desculpas a todos pela falta de postagens por aqui. A partir de hoje tentarei ser o mais breve possível a respeito dos comentários (in)úteis dos filmes vistos no mês. Aliás, faltam exatos 8 dias para o inicio de Maio e ainda não consegui completar 30 fitas conferidas. Ou seja, esperem por um TOP 10 bem magrinho. Na verdade, estou aproveitando o Máximo do tempo disponível para estudar, já que a concorrência do curso que pretendo me ingressar é de aproximadamente 12 vagas por candidato.
No ultimo feriado vi o A Mão que Balança o Berço (The Hand That Rocks The Cradle, 1992), de Curtis Hanson. Quem o assistiu sabe que tem certas características de um genuíno “Supercine”: enredo clichezento (no caso, é contada a historia de uma mulher obsessiva por uma família à quem serve com babysitter, que inicia um plano para tomar as duas crianças dos patrões) e clima de suspense batidíssimo. Ainda assim, chama a atenção devido a boa caracterização de Rebbeca de Mornay, provavelmente na performance mais chamativa da carreira, cujo trabalho praticamente anula restante do elenco (Annabella Sciorra...fraquinha, fraquinha.) - reparem em Juliane Moore em um de seus primeiros papéis nos cinemas. Apesar de repetitivo, vale uma conferida.
Aproveitando a manha de sábado para postar uma lista dos filmes que mais aguardo. Entre janeiro e março, vi alguns camaradas blogueiros postarem suas respectivas listas e gostei da ideia. Esses foram meus escolhidos (sem ordem):
Up – Altas Aventuras (Up, 2009), de Peter Docter e Bob Peterson.
Genero: comédia/aventura/animação.
Com as vozes de: Christopher Plummer, John Ratzenberger, Delroy Lindo...
Peter Docter é o um dos principais responsáveis pelo sucesso da melhor longa de animação da Pixar, Monstros S.A.. É muito, muito, muito, mas muito difícil MESMO, o filme sair fraquinho.
Ponyo no Rochedo à Beira-mar (Gake no Ue no Ponyo, 2008), de Hayao Myiazaki.
Genero: Animação/Aventura.
Já soube do imenso sucesso desse novo trabalho do mestre Myazaki (dos magníficos A Viagem de chihiro e Mononoke Hime). Creio que seja o único concorrente em potencial da Pixar nesse ano.
Exterminador do futuro: A Salvação (Terminator: Salvation, 2009), de McG.
Genero: Ação/Ficção
com: Christian Bale, Sam Worthington, Bryce Dallas Howard, Commom, Helena Bonham Carter e Linda Hamilton(voz).
De inicio, nem ligava muito para mais uma continuação desse enredo iniciado 25 anos atrás, mesmo sabendo da imensa brecha deixada no fim do capitulo anterior. Mudei de ideia depois de ver alguns vídeos e informações ano passado. E quer saber: Schwarzenegger não fará tanta falta assim.
Admito ter me divertido horrores no 1° filme. Havia algum tempo que não curtia um legítimo filme-pipoca nos cines. Esse merece ser assistido na melhor sala disponível.
com: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Nicole Kidman, Kate Hudson, Sophia Loren, Stacy Ferguson.
Rob Marshall de volta ao gênero que o consagrou 7 anos atrás. Alias, até hoje me questiono sobre a vitoria de Chicago em meio a tantos candidatos em potencial. De qualquer forma, já me animei com o cast desse novo filme. Onde mais conseguiria ver a reunião de 6 oscarizados?!
Inimigos Públicos (Public Enemies, 2009), de Michael Mann.
Genero: crime/drama.
Com: Johnny Deep, Christian Bale, Channing Tatum, John Ortiz, Billy Crudup, Giovani Ribisi, Leelee Sobieski, David Wenham...
Não sei se é filme para premiações. Contudo, Michael Mann dificilmente decepciona. Pelo visto esse será mais um ano muito produtivo para Christian 'Batman' Bale.
com: Liev Schreiber, Jeffrey Dean Morgan, Emile Hirsch, Paul Dano, Michael Zegen.
Dos trailers que vi nesse ano, Taking Woodstock foi um dos que mais me chamou a atenção. Lembrei-me na hora do clima nostalgico de Quase Famosos (um dos melhores da década, diga-se). A escolha de Ang Lee é um tanto estranha. E não duvido nada nada das futuras indicações para esse longa. Dessa vez Liev Schreiber APARECERÁ.
Onde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are, 2009), de Spike Jonze.
Genero: aventura, fantasia, drama...
com: Catherine Keener, Mark Ruffalo, Lauren Ambrose, James Gandolfini, Catherine O'Hara, Forest Whitaker...
Spike Jonze é o melhor diretor que apareceu nos cines, considerando os ultimos 12 anos[/fãzoide modo OFF]. Juro: é o filme que mais espero em 2009. mais que Shutter Island, Avatar, The Imaginarium of Dr. Parnassus, Agora, The Informant ou Bastardos Inglórios.
Ia escrever um pouco sobre Mortos de Fome(Ravenous, 1999). Quando terminei de ver o DVD pensei: hm...melhor não... até agora me pergunto à que gênero pertence o longa de Antonia bird. Falando nisso, até hoje não assisti O Padre (Priest, 1994). Alguns dizem que é o melhor trabalho da diretora citada. Volto amanha para mais comentários. Bom fim de semana a todos, um abraço e até mais.
Não se fala em outro assunto nas escolas, cursos preparatórios e afins: O fim do famoso Vestibular no país - quer dizer, mais ou menos. No dia 16 de maio, reitores das 54 universidades federais brasileiras darão a resposta final ao ministro da educação, Fernando Haddad, se aceitam ou não a proposta do governo de substituir o tradicional Exame Vestibular por uma prova unificada semelhante ao (já falecido) Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Corre a notícia que, 26 das 54 instituições aparentemente já aceitaram a mudança. Se assim for decidido, o candidato receberá a convocação para a prova provavelmente no início de outubro. Diferente dos anos anteriores, esse novo exame terá aproximadamente 200 questões e uma redação. Sem duvida o grande destaque diz respeito da quantidade de lugares opcionais à escolha do interessado. Ao que tudo indica as provas terão um estilo menos científico (lê-se cálculos quilométricos e formulas-decorebas) e mais intertextual, discursivo... É esperar para ver.
Logo após o jantar, (re)assisti o estonteante, simpático, charmoso, colorido e divertido Priscilla – A Rainha do Deserto (The Adventures of Priscilla: Queen of the Desert, 1994). os excelentes Terence Stamp, Hugo Weaving e Guy Pearce interpretam respectivamente Bernadette, Tick e Adam, três Drag-queens contratadas(os!?) para uma apresentação em uma distante cidade ao norte da Austrália. Como forma de espantar o mau-humor, ambos usam como meio de transporte um antigo ônibus rebatizado de Priscilla. Durante a travessia no imenso deserto, os três passam por bons e principalmente maus bocados devido a demasiada hostilidade de alguns interioranos.
Visualmente encantador (a imagem do tresloucado interpretado por Guy Pearce no teto da condução, com um vestido prata esvoaçante é a melhor de todas) alem da empolgante trilha sonora (ABBA, Village People e Gloria Gaynor, só para citar), a produção Australiana ganhou imensa simpatia entre publico e crítica (Oscar de melhor figurino), muito por apresentar uma visão carinhosa e irreverente do universo ora alegre, ora complicado dos transformistas. Do trio, vale destacar a performance do veterano Terence Stamp, no papel da transsexual e depressiva Bernadette, merecidamente nomeado para o Globo de Ouro na categoria ator-musical/comédia. Uma pequena grande joia do cinema.
Qualquer dia desses falo sobre a inútil reforma ortográfica da língua portuguesa: querendo ou não afeta – e muito – a vida daqueles que vivem da escrita. Uma ótima sexta-feira a todos, um abraço e até mais.
Trecho de uma frase que ouvi hoje: “... pessoas são como ovelhas, bodes ou cabras...”
Como está complicado adaptar meu “relógio biológico”! Até dois meses atrás, acordar às 05:15 da manha, cinco dias por semana, era tarefa das mais difíceis. Por que a menção? Vejamos: aproveitei um momento de pouco movimento, peguei minha caderneta e comecei a escrever para o blog. Sem perceber, já estava dando umas “pescadas” (ou cochilo). Por pouco, minha chefe não me pega no flagrante curtindo um soninho (hehehehe :P).
Com certo atraso, conferi logo após o almoço a aventura A Praia (The Beach, 2000), do recém-oscarizado Danny Boyle (Quem Quer ser um Milionário, 2008). A primeira hora de projeção é animadora. Na trama, Leonardo Di Caprio (sempre confiante) interpreta o jovem mochileiro Richard e, junto com um jovem casal de turistas franceses resolve matar a curiosidade acerca de uma ilha aparentemente não-habitada nos limites do território Tailandês. Tendo como guia um malcuidado mapa, logo na chegada os três descobrem que o belíssimo local é na verdade habitado por uma comunidade de viajantes que lá vivem em segredo. Melhor parar a sinopse por aqui.
Li na época um bocado de menções referentes a famosa “cena do videogame” e concordo com quem disse que tal momento da fita é de uma desnecessidade tamanha. Obviamente uma bobagem de 30 segundos dificilmente derrubará a qualidade dessa produção. Apesar do bom ritmo, o roteiro de A Praia, a partir da segunda metade, gradativamente vai perdendo identidade. Entretanto, não deixa de ser fascinante a ideia de morar em um lugar paradisíaco com poucos afazeres e muita diversão.
É provável que tenha acontecido com vocês o fato descrito a seguir: nos dias atuais usa-se como despertador o próprio celular. Devido ao alto som do alarme, você até consegue acordar no tempo programado, contudo, sem razão aparentemente plausível, a maioria resolve tirar um cochilo de cinco minutos. Repentinamente abre os olhos e nota que aquele tempinho de soneca durou preciosos 30,40 às vezes até 50 minutos. Em quase dois meses de aula, já é a segunda vez que isso me ocorreu. Considerando que a sala onde estudo tem aproximadamente 260 alunos, não chegar com antecedência significa pegar os piores lugares – assentos distantes do quadro negro e aturar conversas paralelas são só duas das consequências do atraso.
Como dito no post de ontem, assisti (novamente) na ultima segunda-feira o suspense Ensaio Sobre A Cegueira (Blindness, 2008). Recordo-me da imensa expectativa por esse filme. Não sei bem a razão, mas me desanimo rapidamente quando percebo o acumulo de varias criticas negativa a uma fita: no caso desse, as opiniões não-favoráveis aumentavam gradativamente, em especial entre os críticos gringos. O enredo simples, cuja base gira em torno de uma gigante e inexplicável epidemia de cegueira branca é carregado de significados e reflexões acerca do egoísmo e instintos perigosos da psique humana. Remetendo a longas de cunho apocalíptico, a historia fixa atenção na única pessoa “não-contaminada” pela cegueira, liderando um pequeno grupo de infectados (incluso o marido) instalados dentro de um complexo vigiado pelo governo.
Analisado como suspense e ficção de cunho pessimista, a fita dirigida pelo talentoso Fernando Meireles (O Jardineiro Fiel, 2005) funciona irregularmente. Também não agrada muito o fato dos cegos mais se parecerem com zumbis. Ensaio só não é desastroso devido à competência habitual do cineasta e de todo trabalho visual (ponto para o cinematógrafo Cesar Charlone). Seria mais interessante uma participação maior do idoso com tapa-olho. Ainda assim, uma boa pedida.
Desde já, peço desculpas a todos pela falta de postagens diárias. Ainda nesse mês posto os 10 filmes que aguardo com mais afinco em 2009. Um abraço a todos, boa quarta-feira e até mais.
Segunda-feira de “volta às aulas”. Foram dois feriados na semana anterior – aniversário da cidade onde estudo (290 anos) e sexta-feira santa. A prefeitura de Cuiabá estará ofertando nesse ano cerca de 500 bolsas de estudo integrais para os alunos do Cursinho do qual participo. Em julho próximo, serão aproximadamente 275 vagas disputadas entre mais ou menos 2500 alunos. Os descontos nas Universidades particulares foram cedidos entre um acordo entre o prefeito Wilson Santos e os líderes das instituições interessadas (de olho no marketing grátis e incentivos fiscais). Sem dúvida, uma grata surpresa a mim. Uma coisa é certa: não arrancarei um centavo de meu bolso para quitar mensalidades escolares. Meta de 2009. Ponto.
Logo após ter assistido Hancock (de novo!) com alguns colegas, conferi, com certo atraso o simpático Marcelino Pão e Vinho (Marcelino Pan Y Vino, 1955). Em visita a uma menina doente, um frei narra aos residentes a curiosa e cativante historia (ou seria uma parábola? Quer dizer, parábola e historia são a mesma coisa?!) de um menino abandonado pela mãe, encontrado em frente a um mosteiro, onde residem exatamente 12 monges. Apesar de receber atenção e carinho de seus “pais”, ao crescer, Marcelino começa a nutrir o desejo de ter uma mãe. Sempre serelepe, com o passar dos dias, inicia uma amizade com um homem que vive no sótão do lugar, mesmo com a proibição dos 12 pais. Paro por aqui a sinopse.
Ganhador de dois prêmios em Cannes (direção e ator), essa produção Espanhola/Italiana encanta devido ao roteiro simples, nostálgico e de um surrealismo reconfortante. É muito provável que alguns não tenham gostado do epílogo, um tanto anticlimático. Ainda assim, mais um para ser colocado entre os melhores “feel good movies”.
Aproveitando o fraco movimento do período vespertino, conferi (sem cortes, desta vez) o belíssimo A Historia Sem Fim (Die Unendliche Geschichte, 1984), filme que solidificou a carreira do competente Wolfgang Petersen (Mar em Fúria, 2000). Cheio de personagens memoráveis – o Come-Pedra e o Cachorro-Dragão são meus preferidos – a trama se fixa no isolado garoto Bastian, que vive uma aventura de proporções inimagináveis ao pegar emprestado um misterioso livro de nome A História sem Fim. Será uma “viagem” cheia de perigos, surpresas, alegrias e lágrimas num lugar intitulado Fantasia, lugar esse, ameaçado por uma força somente conhecida com Nada.
A junção fantástico + realidade funciona aqui como poucos do gênero, até porque o fato da imersão total do protagonista-mirim é algo perfeitamente aceitável. O poder da leitura será para todo o sempre, extraordinário.
trailer legendado:
Sinopse, elenco e outras informações técnicas do filme no IMDB clicando aqui.
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Fim-de-semana prolongado (sexta-feira Santa), família reunida e saboreando um bom peixe cozido ou assado no almoço e de sobremesa, uma canjica. Para muitos Cristão-Católicos um dia de grande penitência; já outros usam a data para forrar a pança com as guloseimas citadas. Alias, quando iniciou essa ligação peixe/semana santa? Aproveitarei o dia de descanso (uff!) para assistir Em Pé de Guerra (Mr. Woodcock, 2007), com Susan Sarandon, e o terror As Ruínas (The Ruins, 2008). É certo que escreva algo sobre o 2° citado. Vamos aos filmes?
Entre as doze primeiras horas de quinta-feira, dois dramas de época conferidos:
Reconheço que carregava pouquíssimas expectativas a respeito do filme A Outra (The Other Boleyn Girl, 2008), principalmente por desconhecer os trabalhos de um tal Justin Chadwick, . Assinada pelo talentoso Peter Morgan (o mesmo de Frost/Nixon), a trama reconta o envolvimento do rei Henrique VIII (Eric Bana) com as irmãs Ana e Maria Bolena (Natalie Portman e Scarlett Johansson, respectivamente). Insatisfeito com a esterilidade da esposa, Catarina de Aragão, em visita a uma modesta propriedade interiorana, Henrique Tudor acaba se encantando pela beleza e determinação da jovem Ana e, posteriormente, de Maria. Enxergando na situação uma oportunidade de largar a dura vida campestre, pai e tio, após receberem o convite do rei para se mudarem à corte, impõe as duas que não façam nenhum tipo de objeção quanto à vontade do rei (preocupado com a possibilidade de não conseguir um herdeiro de sangue), fato que com o passar do tempo começa a gerar divergências entre os familiares.
Boa reconstituição de detalhes técnicos, atuações acima da média (começo a mudar de opinião quanto ao talento da linda Scarlett-Jo) e roteiro bem construído e chamativo, fazem desse Thriller de época (e existe esse subgênero?!) uma boa pedida. Ainda nesse ano, farei uma maratona de filmes sobre a dinastia Tudor, começando por esse e terminando com os dois Elizabeth, de Sherar Kapur. Confira.
Antes do almoço, conferi mais um bom filme do sempre eficiente Mike Newell, O Amor nos Tempos do Cólera (Love in the Time of Cholera, 2007). Adaptado de um famosíssimo livro de autoria de Gabriel Garcia Marquez, a trama narra os mais de 50 anos de desencontros entre o agente dos correios Florentino Ariza(na vida adulta, interpretado por Javier Bardem), e a belíssima Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno), em algum lugar do Caribe. Após um primeiro encontro, Fermina é afastada do pretendente pelo pai (interpretado por John Leguizamo), um situado vendedor de mulas, se mudando para uma vila distante da cidade. Atendendo ao desejo do pai, a moça se casa com um notório medico, vindo da Europa especialmente para solucionar a crescente epidemia do Cólera, doença que dizimou uma considerável parte da população local. Para tentar esquecer a amada, Florentino começa a se deitar com o máximo de mulheres possíveis e, ao ficar mais velho, herda do tio uma grande empresa de embarcações (Chalanas), enquanto mantém a esperança de que a amada possa ficar com ele em definitivo.
O bom roteiro traz uma bonita reflexão sobre os velhos amantes esperançosos – esse talvez a vertente mais triste do amor. Apesar do ritmo lento (proposital?), o longa compensa pelo bom trabalho do diretor inglês que, ao seu provido de um bom elenco latino (gostei das participações de Catalina Sandino Moreno e Fernanda Montenegro) e uma talentosa dupla na parte técnica, Antônio Pinto e Afonso Beatto (Fotografia e trilha original, respectivamente). Vale uma locação.
Um fato bastante curioso: visitando blogs de alguns camaradas de Portugal notei diferenças nos títulos dos filmes lançados por lá, apesar do idioma falado ser praticamente o mesmo. Se participasse de algum quiz, dificilmente decifraria nomes como Avaria no Asfalto (Breakdown – Implacável Perseguição), Miúdos (Kids), Inocente ou Culpado (A Vida de David Gale) ou O Homem que Veio do Futuro (O Planeta dos Macacos). Divertidamente interessante. Há exatos 15 anos, foi encontrado o corpo de Kurt Colbain, vocalista e líder da ultima grande banda de rock, Nirvana (sou fã confesso). Apesar de ter levado uma vida cheia de excessos (não cabe a mim julgar a fundo isso), é inegável a influência deixada para o gênero musicalmente falando. Curiosamente soube que um conhecido meu, residente a uma quadra de minha casa, suicidou-se hoje pela manhã (o corpo foi encontrado no período seguinte). O porquê? Vai saber...
entre terça e quarta-feira, três PÉSSIMOS longas. Prometo ser breve nos comentários.
O Grande Dave (Meet Dave, 2008): vi o terrível Pluto Nash há uns 6 anos. Alem do fracasso retumbante (com honras), a ficção cômica (pfff!) atrapalhou bastante a carreira do talentoso Eddie Murphy. Pensei que o ator havia tirado algum aprendizado do fato. Mas pelo visto, O Grande Dave provou o contrario. Se tiveres curiosidade de vê-lo interpretando um alienígena, vá em frente. Conselho de amigo: espere passar na TV.
Super-Heróis: A Liga da Injustiça (Disaster Movie, 2008): nos últimos anos, as parodias escritas e dirigidas por Aaron Seltzer e Jason Friedberg lotam cinemas mundo afora. Ano passado foi a vez de tirar um sarro com os famosos filmes-catástrofe. Uma coisa é certa: chegar ao nível dos irmãos Zucker (Apertem os Cintos: O Piloto Sumiu; Top Secret) é tarefa das mais inglórias. Se depender da filmografia dos responsáveis por esse Super-Herois, então... Conselho de amigo: espere passar na TV (2).
Elektra (idem, 2005): taí um subgênero que amo: filmes de ação com ninjas...
NOT!
É bem provável que Jennifer Garner tenha faturado uma boa graninha para encarar o papel de uma assassina que precisa proteger um pai e uma garota das forças do mal (ooohh!!). Enredo cheio de personagens mal trabalhados e ação banal. Se tem algo marromenos no longa? Só mesmo a presença do grande Terence Stamp e de Cary-Hiroyuki Tagawa. Conselho de amigo: espere passar na TV (3).
Devem se lembrar daquele “apagador de memória” usado pelos Homens de Preto. Se tivesse um daqueles, prontamente o usaria ao inicio dos créditos de cada um desses três citados (hehehe :P). Volto amanha para mais comentários. Um abraço a todos e até mais.
Os primeiros 15 dias do mês tendem a ter um movimento melhor na videolocadora. Já devem imaginar o principal assunto do ambiente: pirataria, downloads ilegais, pirataria... E mais um pouco de pirataria. Admito que ter comprado ha dois atras alguns discos provenientes do “mercado negro” contudo, com o passar do tempo, o interesse pelo “produto” diminuíra gradativamente. São muitos os motivos, porem, cito o mais evidente: a maneira desleixada com que os “fabricantes inserem o material nas mídias – 4 títulos em um único disco, ausência de um menu principal, faixas de audio porcamente mixadas, entre outras características.
Por outro lado, apoio sites para downloads de filmes, seriados e afins – os famosos Cine Downloads -, desde que esses distribuam arquivos na rede sem fins lucrativos. Deixo a pergunta aos camaradas blogueiros: baixar conteúdo
Dia de muito movimento no trabalho. Não sobrou nem um tempinho extra para poder estudar um pouco (levo minha apostila ao trabalho). Aproveitarei a semana santa para colocar em dia as tarefas escolares e os textos no blog. A seguir comentários sobre dois bons westerns:
no segundo trabalho como diretor, Clint Eastwood demonstrou ter captado com notabilidade as características do mestre e parceiro do inicio de carreira, Sergio Leone. Em O Estranho Sem Nome (High Plains Drifter, 1973), o diretor/ator interpreta o conhecido “homem sem nome” (?!?!). Logo quando chega a uma vila situada no meio de um escaldante deserto, de inicio comete três homicídios e um estupro (?!). Ao saber do ocorrido, os moradores selam um contrato com o “Estranho” - esse, a troco de todas as regalias possíveis deve proteger o local da vinda de três temidos criminosos.
Clint, no auge da boa forma e sucesso (emplacou dois anos antes Dirty Harry) mostra bom gosto e destreza na condução de um enredo que pouco deve aos grandiosos do gênero, apesar do personagem que interpreta se parecer por demais com outros da sua longa carreira. Alias, são exatamente esses trejeitos repetitivos – personagens frios e nada amigáveis – que provavelmente garantiram a consagração para o ator, cuja filmografia foi gradativamente melhorando com o passar dos anos.
Um dia depois mais um filme do mestre Eastwood; mais um com um protagonista de caráter durão e índole duvidosa. Se o filme é ruim? Certamente que não. Clint interpreta o personagem-título Joe Kidd, matador contratado por um rico fazendeiro (Robert Duvall) para eliminar um líder rebelde mexicano. Mais um que entra fácil na vasta galeria de personagens memoráveis do eterno “Blondie”.
aproveitando o domingo p/ participar de uma ideia interessante dos colegas Blogueiros: escolher uma premiação do Oscar e Refazer a lista de indicados e vencedores. Todos os indicados foram exibidos nos cinemas gringos em 2007, considerando somente as categorias filme, diretor, ator e atriz. La vai:
Filme
Desejo e Reparação"
"Juno"
"Na Natureza Selvagem"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Sangue Negro"
Diretor
Ridley Scott (O Gangster)
Sean Penn (Na Natureza Selvagem)
Tony Gilroy, "Conduta de Risco"
Joel e Ethan Coen, "Onde os Fracos Não Têm Vez",
Paul Thomas Anderson, "Sangue Negro"
Ator
George Clooney, "Conduta de Risco"
Daniel Day Lewis, "Sangue Negro"
Johnny Depp, "Sweeney Todd"
Ryan Goslin (Lars And The Real Girl)
Viggo Mortensen, "Senhores do Crime"
Atriz
Amy Adams (Encantada)
Julie Christie, "Longe Dela"
Marion Cotillard, "Piaf - Um Hino ao Amor"
Laura Linney, "The Savages"
Ellen Page, "Juno
(em negrito, os vencedores)
provavelmente perceberam poucas diferenças entre essa e a lista original (cliqueaquip/ visualiza-la). apesar de gostar muito de Cate Blanchett, não entrava em minha mente uma dupla indicação p/ a atriz. nesse caso, nada mais adequado que nomear a atuação deliciosa e encantadora de Amy Adams no "Salvador da Disney", Encantada (Enchanted, 2007). considerei certa injustiça por parte da Academia, uma consideração maior p/ o imponente O Gangster (American Gangster, 2007). não seria nenhum exagero uma indicação p/ o talentoso (e sempre perdedor, ao menos pela Academia) Ridley Scott. já a escolha de melhor filme foi mais pessoal (hehehehe :p). sim, Onde os Fracos Não Tem Vez (No Country For Old men, 2007) tem um enredo fortíssimo e cheio (e bota cheio nisso) de metáforas a respeito da insignificância e banalidade da vida. mais ainda sim, fico com a triste historia de amor quase destruída por uma mentira.
se tenho de passar o desafio? vejamos...escolho esses camaradas: