...relembrando os injustiçados...
Se por um lado, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas fez historia ao premiar uma diretora, por outro os votantes, mais uma vez, perderam a chance de consagrar um dos filmes mais impactantes desse início de século. Como diria muitos cinéfilos blogueiros: Guerra ao Terror fincou o nome entre os títulos laureados com o Oscar principal da noite, mas dificilmente, será lembrado com o passar dos anos. Aproveitando o tema, vamos recordar uns poucos filmes da década passada (ou dessa, considerando a matemática do tempo) que passaram por situação parecida:
2001
Quem ganhou: Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind, 2001);
Quem ficou imortalizado: O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, 2001).
A cinebiografia do esquizofrênico John Nash (Russel Crowe, na performance de sua vida) provavelmente só serviu de desculpa para que a Academia premiasse o bom-homme Ron Howard. A saga orquestrada por Peter Jackson colocou em evidencia o gênero aventura-fantasia, conquistando critica e publico como nenhum outro do estilo. Como disse certa vez, a critica Isabela Boscov: “...O Senhor dos Anéis atravessa os limites da fantasia e entra definitivamente na galeria dos grandes épicos do cinema.”
2005
Quem ganhou: Crash – no Limite (Crash, 2005);
Quem ficou imortalizado: O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, 2005).
Talvez o resultado mais decepcionante do Oscar na década. Num exercício a la Robert Altman , o diretor Paul Haggis traz uma critica sobre a intolerância entre raças, ou coisa que o valha. Alem de retratar notavelmente problemas pessoais de certos personagens derivados da paranóia pós-11/09, Haggis conseguiu extrair interpretações muito dignas de todo elenco, em especial, Matt Dillon, no papel do policial preconceituoso. Entretanto Crash é do mesmo ano do drama-romance mais belo e amargo da década: ganhador do premio de melhor diretor (Ang Lee), O Segredo de Brokeback Mountain narra a triste historia de amor entre dois homens: o rancheiro Ennis del Mar (Heath Ledger) e o metido a cowboy de rodeio Jack Twist (Jake Gyllenhaal). Desempregados no inicio dos anos 60, Ennis e Jack se conhecem e se apaixonam durante o inverno em uma fazenda, onde trabalham como pastores de um rebanho de ovelhas. Os encontros secretos dos dois se estendem por cerca de 20 anos. Com o passar do tempo, Jack vai ficando impaciente com o comportamento cauteloso de Ennis – esse, escondendo a todo custo da mulher (Michelle Williams, indicada ao Oscar). Alem de ser o melhor da década sobre o tema – ouso dizer, um dos 10 da historia – Brokeback Mountain levou milhões de espectadores mundo afora a refletirem sobre o amor não-correspondido. Diferente de outros, os encontros do casal protagonista não causar espanto ou repulsa entre cinéfilos. Foi nesse filme que tivemos a oportunidade de presenciar a ascensão do meteórico Heath Ledger, jovem ator, até então, de poucos trabalhos expressivos. Na época, críticos torciam muito pela vitória da fitra de Ang Lee. A verdade é que talvez demorará anos e anos, ate que votantes aceitem a idéia de premiar um longa com protagonistas homossexuais. Brokeback Mountain perdeu a estatueta principal daquela noite, mas ganhou um lugarzinho nos autos do Cinema.




3 comentários:
Concordo totalmente com o caso de 2005! Acho que muita gente, né? rsrs.
Beijos! ;)
...claro q Senhor dos Aníes devia ter ganhado-NOT ¬¬ lols
Discordo do caso de 2005. A fama de Brokeback Mountain veio justamente por ele tratar de um assunto polêmico. Crash é um filme incrível, incrível mesmo, que trata principalmente das relações humanas, e como cada atitude infere na vida de várias pessoas.
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