Esquecíveis, Inúteis e Afins
Ed. 010
Lembro-me da promessa de Louis Letterrier, meses antes da estréia do remake Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 2010): o cineasta falava algo sobre “mais fúria” para a nova roupagem da saga do herói grego Perseus. Após o fim da sessão, é certo que muitos cinéfilos tiraram a seguinte conclusão: é pouco filme para muita propaganda.
Nessa nova concepção, Fúria ainda tem como protagonista, o ate então, filho de pescadores Perseus (Sam Worthington). Nos primeiros dias de vida, Perseus foi resgatado por uma família humilde em alto mar. Mais ou menos aos 25 anos, o jovem testemunha a ira do deus Hades (Ralph Fiennes): ao castigar alguns humanos que desrespeitavam um monumento divino, o ataque de Hades acaba sobrando para a família de pescadores, próxima ao local. Como único sobrevivente do naufrágio, Perseus é resgatado por guerreiros da polis-grega Argos. Durante uma festa, Hades, sagora com o consentimento do irmão Zeus, revela a origem divina do rapaz. Motivado por questões pessoais, o agora semi-deus faz um pacto com o rei local. A missão: encontrar um meio de derrotar o monstro Kraken, a caminho da cidade litorânea.
Sem dúvida, o elenco é o fator mais aborrecido desse remake. Nota-se a total falta de comprometimento de grandes nomes como Liam Neeson (Zeus) e Ralph Fiennes (Hades), isso sem falar no protagonista Sam Worthington – aos poucos, revelando-se um tremendo canastrão (mencionar a cara de nada de Gemma Arteton é inútil). Embora tenha boas cenas de ação (a luta contra os escorpiões é a melhor), Fúria de Titãs, assim como a maioria de outros épicos gregos adaptados para os cines, pouco empolga. Aliás, vai entender a causa-razao-motivo-circunstancia desse releitura.
Dica: assista em um dia promocional. A raiva será menor
Trailer legendado:
Elenco completo e outras informações do filme, no IMDB, clicando aqui
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4 comentários:
Este é o resultado das idéias de muitos produtores em refilmar todo e qualquer filme que tenha feito o mínimo de sucesso.
Além disso o diretor Louis Leterrier é especialista em filmes de ação e não se preocupa muito com roteiro ou atuações.
Abraço
Para quem viu o original, fica a decepção.
Não sei o motivo da total mudança na história original, já que a história era boa.
Ficam apostando tudo, somente em efeitos especiais e perdem na criatividade das cenas. Aliás, tem efeitos, no antigo, que são bem mais bacanas (mais artísticas).
Pois é... para um filme ser interessante, não se pode deixar de lado um bom roteiro, a criatividade e por que não a simplicidade.
Abraços
Passo longe tanto desse quanto de Prince of Persia. O segundo, pelo menos, não caiu na besteira de converter para 3D, o que so torna o filme pior, na maioria das vezes.
Abraço.
Hugo, a idéia de refazer filmes de scuesso mediano esta muito em alta nos últimos anos. o problema é justamente o olho grande dos produtores, pouco se importando com qualidade na releitura. De fato, Louis Leterrier é um ótimo diretor de fitas de ação. abraço :)
Balaio, um roteiro melhor desenvolvido e um comprometimento maior dos atores poderiam melhorar esse novo "Fúria". Pena que não foi o ocorrido. abraço :)
Mateus, espero que possa ver "Príncipe da Pérsia". apesar de ser bob, a aventura é menos pretensiosa e mais dinâmica, apesar do também elenco fraco. abraço :)
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