quarta-feira, 23 de junho de 2010

Os 35 anos do clássico absoluto Tubarão, de Steven Spielberg

Antes de reassistir ao clássico thriller de ação Tubarão (Jaws, 1975), dei uma conferida em um longo making-of retrospectivo. Em um trecho, o diretor Steven Spielberg se surpreende com a coragem (ou estupidez?!) de aceitar o desafio de adaptar para os telões um famoso livro que contava a historia do pânico causado por um tubarão anormal e sedento de sangue, a uma cidadezinha no litoral estadunidense. Ainda segundo o documentário, os produtores até tentaram compor algumas cenas mais tensas atiçando tubarões reais, mas concluíram a ineficácia da proposta. A elaboração de um animatrônico com proporções semelhantes ao animal seria o meio mais prático, mesmo com o risco de encarecer a produção. apesar de certas dificuldades, os acertos de Tubarão colocariam a fita em um patamar muito acima dos concorrentes (se é que havia algum).

Amity City. Em uma noitada qualquer a beira-mar, uma moça é atacada furiosamente dentro d’agua por algo. Dias depois, o chefe de policia Martin Brody (Roy Scheider, de Operação França) é informado sobre os restos mortais de um indivíduo. Mesmo sabendo que tal “carcaça” poderia ter sido resultado de um ataque de tubarão, Brody evita discussões mais sérias com autoridades. Tal decisão iria ter resultados fatais, quando surge a primeira vítima do “monstro”, testemunhada por banhistas locais (e vocês juram que, caso a fita fosse produzida hoje, Spielberg colocaria uma criança sendo saboreada por um peixe gigante?!). O fato força Martin a convocar a ajuda do oceanógrafo Matt Hooper (Richard Dreyfuss, de American Graffiti). Junto também de um experiente pescador, Sam Quint (Robert Shaw, de O Homem que não Vendeu sua Alma, o melhor personagem em cena), Martin empreenderá uma caçada enérgica para capturar o “peixe assassino”.


Considerando a composição do ritmo de Tubarão, dá para notar dois estilos bem distintos. No 1° ato, temos um clima crescente de suspense; logo nos minutos iniciais não há pressa em revelar com exatidão qual ser causa incomodo em cena (a concepção visual da primeira morte dificilmente envelhecerá). Outro fator característico essencial para o clima tenso é o trabalho musical que conferiu um Oscar para o maestro John Williams: pouquíssimas vezes no cinema, música e imagem se fundiram com perfeição. O 2° ato, quando acompanhamos o trio Scheider / Shaw / Dreyfuss, o filme lembra muito a aventura O Velho e o Mar; a luta desgastante entre homem X natureza, com pausas para reflexões sobre superação e derrota, discutida entre os 3 caçadores garante os momentos mais ricos do enredo.

 No ultimo dia 20 de junho, esse clássico absoluto do gênero completou 35 anos de lançamento. Sucesso imenso de bilheteria (inaugurador do termo “filmes de grande impacto visual podem render melhor nas férias escolares”) e vencedor de 3 Oscars (além de trilha sonora original, melhor edição e melhor som), Tubarão, definitivamente é o perfeito exemplar Filme para assistir antes de morrer.







Trailer:




Elenco completo e outras informações do filme, no IMDB, clicando aqui.

1 comentários:

Hugo disse...

Grande clássico, com trio de protagonistas muito e ótimas cenas de suspense. Além da fantástica música de John Williams.

Abraço

2leep.com

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