sábado, 3 de julho de 2010

Crítica do excelente e obrigatório Toy Story 3

Indicados e Premiados

Ed. 011


Toy Story 3 (idem, 2010)

Dias atrás comentei por aqui sobre o nível estratosférico das produções da Pixar Animation Studios. Até o momento, Toy Story é o único da produtora a ganhar continuações. Há alguns anos antes havia unanimidade em afirmar que Toy Story 2 (1999) era muito superior à primeira parte, lançada em 1995. O terceiro (e provável último) capítulo certamente nos fará mudar essa “ordem dos fatores”.


Quem está habituado com as animações Pixar notará que essa nova aventura do Cowboy Woody (voz de Tom Hanks, na versão original) e o parceiro de luta Buzz Lightyear (voz de Tim Allen) têm muito da doçura de Procurando Nemo (curiosamente, Lee Unkrich era o diretor). A afirmação é segura pelo fato de ficar evidente uma conexão mais afetiva entre os personagens antigos – o clímax, La pelos minutos finais confirma isso. Após o inicio bastante dinâmico, temos um vislumbre da evolução do coadjuvante Andy: da infância, quando estava sempre a brincar com os amigos “inanimados” de sempre, até as vésperas da partida para faculdade. No segundo período citado, Woody, Buzz e cia estão cientes do descarte – mais especificamente, o  redirecionamento para o sótão (os brinquedos crêem que o local é seguro). Antes de ida de Andy, Buzz é informado da existência de um lugar onde ele e os amigos poderiam ser úteis a novos donos: uma creche (há uma desconfiança inicial antes da viagem). Depois de uns desencontros (durante o trajeto para o sótão, a sacola onde estavam guardados é confundida com aquelas destinadas ao lixo), o astronauta convence o restante o restante do pessoal a irem até a nova casa, mesmo com a desaprovação de Woody, ainda inconformado com o “abandono” de Andy.

Logo na chegada, Jessie, Sr. e Sr.a Cabeça-de-batata, Rex, Barbie e os demais recebem uma calorosa acolhida por parte de Lotso (voz de Ned Beatty), um urso fofo com cheiro de morango: esse promove o local como o “paraíso dos brinquedos” (em teoria, algo aceitável). Entretanto, após o susto inicial com as crianças pequenas (toda vez que o sino toca, é sinal de “perigo”), Buzz descobre que Lotso atua como o chefão dos brinquedos: enquanto a maioria sofre na mão dos mais pequeninos, o urso, junto dos puxa-sacos (incluindo o metrossexual Ken), desfrutam as melhores instalações com direito a ficar com crianças mais calmas, um vigia particular (um macaco sem-noção!) e jogatinas noturnas.



Assim como nos capítulos anteriores, Toy Story 3 tem uma trama com desenvolvimento exemplar (em poucos minutos e com clareza, se descobre as origens do vilão) e ritmo que mantêm sempre o interesse, seja pelos personagens meticulosamente construídos (todos os colegas da dupla principal tem participação mais digna), pelas inúmeras cenas cômicas (o quase-boiola Ken é o mais jóias, de longe), e em especial, pelo clima sempre convidativo, nostálgico, cativante e sentimental da animação. Dou um drops para aquele que não chorar no final. Obrigatório e desde já, um dos favoritos ao Oscar de melhor filme.






Nota: 9.0

Trailer final:




Todos os cartazes clicando aqui.

Elenco completo e outras informações do filme, no IMDB, clicando aqui.

2 comentários:

Mateus Souza disse...

A Pixar mostra mais uma vez como está à frente dos outros estúdios de animação. Toy Story é uma das trilogias mais regulares do cinema

Jeniss Walker disse...

Mateus, espero que as próximas continuações da Pixar possam manter o mesmo nível de Toy Story, o que creio não ser complicado. abraço :)

2leep.com

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