Esquecíveis, inúteis e afins
Ed. 012
O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010)
Uma noticia boa e outra ruim aos fãs do diretor/roteirista M. Night Shyalmalan: caso tenham odiado A Dama Na Água (Lady In the Water, 2006) e/ou Fim dos Tempos (The Happening, 2008), O Último Mestre do Ar, aventura que adapta para os cines o famoso seriado de animação da Nikelodeon, representa uma inovação e melhora na filmografia do cineasta nesses últimos quatro anos. O lado ruim é que tal melhora ainda está muito distante no nível de qualidade que estávamos habituados.

Uns dois anos atrás, cinéfilos desconfiavam da mudança “radical” de Shyalmalan: imagine um cineasta famoso por escrever historias de suspense sobre fantasma, super-heróis e monstros da floresta, aceitar o desafio de narrar uma aventura com toques da mitologia chinesa, protagonizada por manipuladores do fogo, vento, água e terra. Se no quesito técnico, o cineasta e equipe conseguiram uma boa transposição desenho-cinema, a construção dos personagens, assim como nos dois últimos filmes dirigidos por ele, deixa muito a desejar.
Na trama, o mundo conhecido é dividido em quatro nações – fogo, ar, água e terra. Militarmente, cada um é protegido por guerreiros possuidores do dom de manipular o elemento natural correspondente ao lugar, conhecidos como dobradores (ou benders, na versão original). De tempos em tempos, surge um lutador capaz de “dobrar” as quatro forças, denominado Avatar. Na busca por uma reencarnação do poderoso guerreiro, os lideres da nação do Fogo subjugam outros povos há anos. Nesse contexto, os irmãos Katara (Nicola Peltz) e Sokka (Jackson Rathbone) testemunham o reaparecimento de Avatar com o nome de Aang (Noah Ringer). Cientes da imensa importância do acontecido, Sokka e Katara conseguem convencer Aang a ajudar as nações enfraquecidas. Para o príncipe Zuko (Dev Patel), capturar o dobrador supremo pode significar a recuperação do respeito do pai, já que foi expulso e desmoralizado.
Dias antes da estréia, O Último Mestre do Ar ganhou fama em razão do elenco: alguns consideraram racismo, a atitude dos produtores em contratar atores brancos para interpretar personagens asiáticos (outro “problema” foi a respeito dos vilões – muitos, descendentes de indianos), fora o fator 2D convertido para 3D. Polemicas a parte, o tal elenco, composto de nomes semi-desconhecidos (Dev Patel, do oscarizado Quem Quer ser um Milionário; Jackson Rathbone, de A Saga Crepúsculo; Cliff Curtis, de Duro de Matar 4.0; ...)comprova ser um dos pontos fracos do longa. A matéria-prima A Lenda de Aang cativou o publico devido à premissa que misturava com eficiência ação ocidental / cultura espiritualista asiática (leia um pouco sobre isso aqui) – algo pouco valorizado na adaptação. Enquanto diretor, M. Night Shyalmalan(dro) faz um trabalho correto. Entretanto, um roteirista mais habituado ao estilo faria uma diferença e tanto. Assista em um dia promocional.
Nota: 5,5
Trailer final:





1 comentários:
filme fraco...
o 3D uma enganaçao quase sem efeitos...
veja o desenho vale mais a pena...
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