Bom e Descartável
Ed. 022
Convenhamos: a transposição para os cinemas de Resident Evil (2002- ), concebido por Paul W.S.Anderson não é la fiel ao game de sucesso. Em contrapartida, o fato ação – especialidade do diretor – é digno de menção e a nova onda 3D veio em um bom momento.
A trama começa do ponto final de Resident Evil – A Extinção (melhor que o segundo, diga-se). Enquanto Claire (Ali Larter) e alguns sobreviventes fugiam para um ponto seguro, a super-soldado Alice (Milla Jovovich, cada vez melhor e ainda com cara de sonsa) viaja até o oriente para resolver as contas com a indústria química Umbrella, cuja recepção é pontuada com tiros e explosões, a mando do presidente Wesker (Shawn Roberts). Após o relativo sucesso na tarefa, Alice ruma ao Alasca, mas descobre que o grupo não chegou. Das terras geladas do norte, a protagonista segue para Califórnia, uma das primeiras regiões infectadas e reduto de uns poucos policiais, incluindo Chris Redfield (Wentworth Miller), irmão de Claire.
Diferente de Fúria de Titãs ou O Último Mestre do Ar (assisti-los com ou sem óculos pouco faz diferença), Resident Evil – Recomeço foi produzido para ser apreciado em sua plenitude no formato 3D. Paul W.S.Anderson parece ter descoberto a maneira mais adequada de exercitar suas aptidões no gênero (quem gosta de cenas absurdas terá um prato generoso). Assim como os anteriores, o roteiro é chulezento, pouco se importando com a linha do tempo dos jogos desenvolvidos pela Capcom: Wesker parece um agente Smith de segunda e o grandão Executioner pouco tem a fazer com o machado gigante (a cena é até joinha). Entretanto, o apuro visual não se limita a jogar coisas na platéia a cada tres minutos e sim, a explorar os ambientes calamitosos (a chuva em Tokio é um bom exemplo). Quem sabe se a serie não melhores com outros exemplares tridimensionais.
Trailer final:







0 comentários:
Postar um comentário