sábado, 5 de outubro de 2013

Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas, 1995): crítica rápida



Nessas férias, conheci Ben Sanderson, homem de trinta e poucos anos, residente em Los Angeles e de poucos amigos. Ben passa boa parte do dia a beber, beber e beber. Quando acorda pela manhã, tem espasmos e crises nervosas curadas somente após os primeiros goles. Os amigos tentam falar para ele parar, mas Ben é irredutível. Após perder o emprego, o alcoólatra Ben se desfaz de muitos pertences pessoais e elabora um plano: ir para Las Vegas e beber até morrer. Acredita que a tarefa durará cerca de quatro ou cinco semanas e alguns milhares de dólares. Chegando na cidade, conhece Sera, uma prostituta tão solitária quanto ele. Os dois se apaixonam e Sera leva Ben para a casa dela. Ben aceita com uma condição: Sera não pode estragar a missão suicida de Ben e ele não interferirá na profissão de Sera. Consegui assistir Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas, 1995), filme que deu o Oscar de melhor ator para Nicolas Cage e uma indicação para Elisabeth Shue na categoria. Lembro-me de poucos dramas sobre a solidão e a inevitabilidade da vida amarga na cidade, sofrida por muitas figuras como Ben e Sera (Midnight Cowboy continua sendo meu preferido). Se tivesse uma estrutura mais hollywoodiana, certamente o final da trajetória desses dois solitários em meio as luzes de Las Vegas, seria diferente: Ben largaria o álcool e Sera procuraria outra atividade. Mas quem disse que todos tem um final feliz na vida? O longa dirigido por Mike Figgis traz personagens cujas atitudes são complicadas de compreensão. Mas carrega um senso de sinceridade louvável. A auto-destruição enquanto salvação é passível de questionamentos! Mas a solidão talvez seja um mal dos piores. Ben Sanderson não bebe litros e litros de destilados para esquecer problemas ou trazer problemas. Ben bebe para não se sentir sozinho. 



Nota: 8.0

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