







Várzea Grande-MT, 17 de Junho de 2009. 10:27pm...
...E mais um post inútil.
Inauguro agora mais uma série para o Dia do Cinéfilo Inútil: Parentes do Supercine. Explico para os camaradas de outros países: Supercine é nome de uma das mais antigas atrações televisivas do Brasil, que vai ao ar todos os sábados, às 23:00 (horário oficial). Especializado em Thrillers, o programa ainda é uma pedida razoável, mesmo com a queda na seleção dos filmes. Admito só passar a ter mais curiosidade do gênero após meus 16 anos, até pelo fato de haver certa censura por parte de minha mãe – 95% dos títulos tem conteúdo improprio para menores de 16 anos. Pensando bem, hoje dou plena razão aquelas proibições. Esforçar-me-ei para comentar algum filme do gênero todas as quartas. E la vamos nós...
Filhos do Supercine
Ed. 001
Olho Por Olho (Eye For an Eye, 1996), de John Schlesinger (Maratona da Morte, 1973)
Mais um para ser colocado na galeria “Fitas de Moral Perigosa”. Exageros a parte, o bom suspense do Oscarizado John Schlesinger (Perdidos na Noite, 1969) tem como personagem principal Karen McCann, uma pacata mãe que, após o transtorno de ter perdido a filha mais velha, decide investigar e dar um fim ao homem responsável pelo estupro e assassinato de sua filha – ele conseguiu se safar da justiça graças a falta de evidencias. Essa busca incessante por vingança transforma por completo o comportamento de Karen.
Essa versão feminina do já clássico Desejo de Matar só obtém resultados expressivos graças a segurança e competência de Sally Field (Onde Mora o Coração, 2000), cuja interpretação transmite com veemência certas características da protagonista: de desesperada a calculista. Só é de lamentar a falta de um melhor aproveitamento do vilão por parte do roteiro (interpretado caricaturalmente por Kiefer Sutherland). Se existem ou não grupos de extermínio infiltrados em grupos de auto-ajuda, difícil saber. Não deixa de ser interessante a hipótese.
Uma ultima recomendação sobre os filmes dessa série: não os assista a altas horas da noite. Mais da metade são lentos... Muito lentos. Volto amanha para mais novidades. Um abraço a todos, boa quinta-feira e até mais.
Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.
Várzea Grande-MT, 16 de Junho de 2009. 10:51PM...
...E mais um post inútil...
Antes de iniciar a 2° edição da série “Fim de Semana Com Filmes”, convido-os a assistir um curto vídeo que mostra algumas curiosidades do período histórico denominado Idade Média (476-1453). Reparem na expressão “salvo pelo gongo”. Clique aqui para acessá-lo
Fim de Semana com Filmes.
Ed. 002
O (in)útil de sábado foi:

Geração Roubada (Rabbit Proof Fence, 2002). dir: Philip Noyce (Perigo Real e Imediato, 1994).
dificilmente Philip Noyce decepciona no estilo Cinema-Denúncia (veja um exemplo aqui). Geração Roubada traz uma contundente visão sobre o processo de “embranquecimento” dos aborígines australianos. Após serem raptadas por uma entidade política “exportadora” de crianças, três pequenas irmãs nativas decidem colocar em ação uma audaciosa fuga com o intuito de retornar aos familiares. Tal fato consegue chamar a atenção dos moradores locais. Apesar de curto, o filme transpõe com visão apurada e aguçado senso crítico o lento e doloroso desaparecimento de um povo. O título Rabbit Proof Fence (cerca a prova de coelho), acertadamente é inserido no contexto do longa tanto de maneira esperançosa (a cerca funciona como uma espécie de bússola às crianças) quanto desilusória. Imperdível!
O (in)útil de domingo foi:

O Violinista que Veio do Mar (Ladies in Lavender, 2004). dir: Charles Dance (Hillarie and Jackie, 1998)
Apesar de ter duas ganhadoras do oscar como protagonistas, recomendo poucas expectativas para esse longa. Mesmo assim, a simples de um jovem violinista (Daniel Brühl, de Adeus, Lênin) que é resgatado e acolhido por duas irmãs já idosas (interpretadas por Judi Dench e Maggie Smith), é cuidadosamente conduzida pelo ator/diretor Charles Dance. Mesmo que um ou outro ponto seja pouco explorado (em especial, a personagem Olga), ainda assim, o bom elenco e a agradável trilha sonora garantem a locação.
Espero voltar amanha para trazer-lhes mais novidades. Um abraço a todos, boa quarta-feira e até mais.
Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.


Várzea Grande-MT, 10 de Junho de 2009. 10:48PM...
...E mais um post inútil...
Com certo atraso, inauguro a sessão “Fim de Semana com Filmes”. Irei escolher dois títulos para conferir e logo após, elaborar uma breve impressão sobre cada um.
O (in)útil do sábado foi:

Anatomia (Anatomie, 2000), de Stefan Ruzowitzki.
Mais um que tiro de minha “Lista da Vergonha” - considerando essa década. Lembro de ter lido diversos comentários na época de lançamento desse filme. Alguns chegaram ao ponto de considerá-lo “um frescor ao gênero”. De fato, a historia de uma brilhante aluna de medicina que resolve investigar por conta própria uma serie de assassinatos ocorridos na faculdade onde estuda, tem um interessante e progressivo clima de tensão. É certo que o resultado seria ainda mais produtivo caso não optassem por simplificar o epilogo e a adoção de um visual, digamos, mais “gore”. Antes de assisti-lo, deixo uma palavra: autópsia. Vale a locação.
Teaser de Anatomia aqui
E o (in)útil de domingo foi:

Conan: O Bárbaro (Conan: The Barbarian, 1981), de John Mills.
Mais um que tiro de minha “Lista da Vergonha” - considerando agora, gênero e ator. O bom épico/fantasia marca a estreia(de fato) do ator Arnold Schwarzenegger, no papel do conhecido herói da literatura juvenil Conan. Após ter os pais assassinados por um fanático líder religioso (James Earl Jones), o protagonista acaba sendo levado para um campo de prisioneiros para trabalhar como escravo. Quando adulto, é treinado para se tornar um gladiador. Devido a sua incrível força e habilidade como espadachim, consegue ganhar liberdade, essa usada somente para um objetivo: vingar a morte dos pais. Cenas de sexo, Sanguinolência, trilha sonora estridente, rituais pagãos e James Earl Jones com cabelos longos e lisos transformaram o filme em um dos mais notáveis e trashs do gênero. Vale – e muito – uma conferida.
trailer de Conan: O Bárbaro aqui
Volto amanha para comentar sobre mais um épico. Desejo a todos camaradas uma boa quinta-feira, um abraço e até mais.




Várzea Grande-MT, 02 de Junho de 2009. 10:29PM...
...E mais um post inútil.
Retornando para postar a lista dos filmes conferidos em maio. Imaginei que devido a preparação para o vestibular não fosse conseguir passar dos 15 filmes por mês. Espero poder colocar em pratica algumas ideias organizadas nos últimos dez dias. O fraco movimento de visitantes em maio é mais que justificável, dada a quantidade de postagens somado as poucas visitas que fiz aos camaradas blogueiros. Fica mais essa tarefa para o mês que acaba de começar.
Foram 32 filmes vistos em maio, sendo uma revisão. La vai:
Cine Jeniss Walker
Maio/2009
Marley e Eu (Marley And me, 2008). Dir: David Frankel
Nota: 7.0
Hamlet (idem, 1990). Dir: Franco Zeffirelli
Nota: 6.5
Controle Absoluto (Eagle Eye, 2008). Dir: D.J. Caruso
Nota: 7.0
Missão: Babilônia (Babylon A.D., 2008). Dir: Mathieu Kassovitz
Nota: 5.0
O Reino Proibido (The Forbidden Kingdom, 2008). Dir: Rob Minkoff
Nota: 6.5
Austrália (Idem, 2008). Dir: Baz Lurhmann.
Nota: 5.5
Jogos Mortais V (Saw V, 2008). Dir: David Hackl.
Nota: 5.0
Space Buddies (idem, 2009). Dir: Robert Vance.
Nota: 5.0
Sex And The City: O Filme (Sex And The City, 2008). Dir: Michael Patrick King.
Nota: 6.0
Eterno Amor (Un Long Dimanche de Fiançailles, 2004). Dir: Jean-Pierre Jeunet
Nota: 7.0
Titus (idem, 1999). Dir: Julie Taymor.
Nota: 6.5
O Homem da Máscara de Ferro (The Man in the Iron Mask, 1998). Dir: Randall Wallace.
Nota: 6.5
*Romeu + Julieta (idem, 1996). Dir: Baz Lurhmann.
Nota: 7.0
Mentes Perigosas (Dangerous Minds, 1995). Dir: John N. Smith
Nota: 6.5
Deu A Louca em Hollywood (Epic Movie, 2007). Dir: Aaron Seltzer, Jason Friedberg.
Nota: 4.5
Proposta Indecente (Indecent Proposal, 1993). Dir: Adrian Lyne.
Nota: 6.5
Desafio no Gelo (Miracle, 2004). Dir: Gavin O’Connor.
Nota: 6.5
O Jornal (The Paper, 1994). Dir: Ron Howard.
Nota: 6.5
Morra Smoochy, Morra (Death To Smoochy, 2002). Dir: Danny deVito
Nota: 6.5
Um Crime de Paixão (Reckoning, 2003). Dir: Paul McGuigan.
Nota: 6.5
O Corajoso Ratinho Despereaux (The Tale of Despereaux, 2008). Dir: Sam Fell, Robert Stevenhagen.
Nota: 7.0
A Vida num só Dia (Mrs. Pettigrew Lives for a Day, 2008). Dir: Bharat Nalluri.
Nota: 7.0
Sem Medo de Morrer (The Life Before Her Eyes, 2007). Dir: Vadim Perelman.
Nota: 5.5
Bem Vindo ao Jogo (Lucky You, 2007). Dir: Curtis Hanson.
Nota: 6.5
Maratona do Amor (Run Fatboy, run, 2007). Dir: David Schwimmer.
Nota: 6.0
A Caçada (The Hunting Party, 2007). Dir: Richard Shepard.
Nota: 6.5
No Limite: A História de Ernie Davis (The Express: The Ernie Davis Story, 2008). Dir: Gary Fleder.
Nota: 7.0
em razão da enorme quantia de filmes ruins, resolvi diminuir o tamanho do quadro “Top do Mês”.
Entre os escolhidos, destaco o formidável documentário Tupac – Ressurection (idem, 2003), obra cinematografica definitiva sobre o controverso rapper, cujo agressividade – tanto musical quanto pessoal – mudou para sempre a cultura pop estadunidense. Os outros do “Top 5” vocês conferem agora:
Bolt – Supercão (Bolt, 2008). Dir: Byron Howard, Chris Williams.
Nota: 7.5
Queime Depois de Ler (Burn After Reading, 2008). Dir: Coen Bros.
Nota: 7.5
O Outro Lado da Nobreza (Restoration, 1995). Dir: Michael Hoffman
Nota: 7.5
Atos que Desafiam a Morte (Death Defying Acts, 2007). Dir: Gillian Armstrong.
Nota: 7.5
Tupac – Ressurection (idem, 2003). Dir: Lauren Lazin.
Nota: 8.5
volto amanha para mais comentários. Ah sim! Comecei o mês de junho assistindo o inútil Zohan: O Agente bom de Corte (You Don't Mess With the Zohan, 2008). faço votos que seja o único filme ruim desse mês :). um abraço a todos, boa quarta-feira e até mais.
Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.
Várzea Grande-MT, 01 de Junho de 2009. 10:32PM...
...E mais um post inútil.
Agora com vocês, a ultima parte da série “Com Filmes, Sem Internet”
Bolt: Supercão (Bolt, 2008), de Byron Howard e Chris Williams: certamente Bolt conseguiu se beneficiar do fraco 2008(no quesito “animações Oscarizáveis”). Obviamente isso nem chega a ser desculpa para diminuir o potencial da animação 3D que marca – agora pra valer! - a parceria Disney/Pixar. Confesso que ri muito com o balofo hamster Rhino, personagem que consegue a proeza de ser mais amalucado que o protagonista “superpoderoso”. Uma agradável surpresa.
trailer de Bolt aqui
Marley e Eu (Marley and Me, 2008), de David Frankel: conseguirei um dia entender o porquê do imenso sucesso dessa dramédia? Qual será o fator diferenciador de Marley e Eu, em relação aos concorrentes cinematográficos com cachorros como coadjuvantes de luxo? Pensando bem, a resposta deve estar no epílogo ______. Quem assistiu sabe qual é a palavra mais adequada ao espaço mostrado.
trailer de Marley e Eu aqui
Deu a Louca em Hollywood (Epic Movie, 2007), de Aaron Seltzer e Jason Friedberg:
Entendeu?
Volto amanha, para o resumo do mês de maio. Bom inicio de semana a todos, um abraço e até mais.
Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.
:)