domingo, 28 de junho de 2009

Crítica do drama de guerra Num Céu Azul Escuro


Várzea Grande-MT, 28 de Junho de 2009. 01:54PM...

...E mais um post inútil.


Nos últimos 8 dias, 3 filmes vistos. Dividirei esse quadro provisório em duas partes.


Garotas Malvadas (Pretty persuasion, 2005).

Assistindo-o, logo vem a mente a comedia de grande prestígio Meninas Malvadas (Mean Girls, 2004). pode-se dizer que Garotas é uma espécie de primo pobre do sucesso de 2004, escrita pela, até então desconhecida Tina Fey. Evan Rachel Wood (Across The Universe) cumpre bem de Kimberly Joyce, uma adolescente rica e mimada, prestes a elaborar um plano contra seu professor de literatura e teatro – um suposto pedófilo. Para que a jogada dê certo, Kimberly passa a manipular com frieza duas companheiras de classe. No meio dessa historia esta uma intrometida repórter lésbica (?!).

O início da fita chega a ser promissor, ao retratar com sarcasmo as nuances egocêntricas e o senso de esperteza de certos personagens. Mas conforme a metragem vai terminando proporcionalmente as chances de um final menos mal resolvido e abrupto aumentam. Uma pena.

Num Céu Azul Escuro (Tmavomodrý Svet, 2001).

Belíssimo drama de época conduzido cuidadosamente pelo oscarizado Jan Svérak (Kolia, 1996). Com ares de Pearl Harbor – e com menos interlúdios desnecessários que o concorrente – a historia se passa no início da segunda guerra mundial. Em meio aos combates intermináveis, dois pilotos, vindos da Tchecoslováquia tomada pelos nazistas, acabam se apaixonando pela mesma mulher, uma infeliz dona-de-casa cujo marido se encontra também no front.

Contando com excelentes cenas de batalhas aéreas, Num Céu Azul Escuro explora de maneira sincera temas como a desilusão e mudança abrupta de vida. Vale – e muito – a locação.

trailer


Volto numa nova oportunidade para a segunda parte do quadro. Boa semana a todos, um abraço e até mais.

Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.

domingo, 21 de junho de 2009

Crítica do simpático Goal


Várzea Grande-MT, 21 de Junho de 2009. 18:50PM...

...E mais um post inútil.


A lista de novidades no Dia do Cinéfilo Inútil continua.



Bom e Descartável
ed. 001
Gol!(Goal!, 2005)
É fato que filmes a la Cinderella não rendam como antigamente. Sinais de um melhor aproveitamento de ideias antigas ou aumento do cinismo por parte do publico? Provavelmente responderão as duas opções. Gol!, de Danny Cannon (O Juiz, 1995) não foge a formula infalível: narra a epopeia(!!) de um jovem mexicano que vive ilegalmente nos EUA com a família, cujo desejo e tornar-se jogador de futebol. Durante uma partida com os amigos, consegue chamar a atenção de um caça-talentos, que o convida a participar de uma seletiva em um importante clube europeu. Mesmo desacreditado pelo pai autoritário, o rapaz embarca para a Inglaterra: ao chegar, passa a sofrer com as inúmeras adversidades.

Gol! leva uma considerável vantagem sobre os concorrentes cinematográficos (se é que há algum relevante no estilo drama-aventura-futebol), dado ao ritmo cadenciado, sempre demonstrando a importância do ser persistente. Bonitinho, passageiro e apto para ser assistido em uma tarde qualquer – ou não!!!.

Volto em uma nova oportunidade para o quadro Fim de Semana com Filmes. Bom início de semana a todos, um abraço e até mais.

sábado, 20 de junho de 2009

Filmes sobre reformatórios: A Voz do Coração


Várzea Grande-MT, 20 de Junho de 2009. 12:17PM...

...E mais um post inútil.


Inauguro o quadro Indicados e Premiados. Creio que será o tópico mais produtivo da semana. Separei 4 excelentes(assim espero) títulos para as próximas semanas. Li a três dias atrás a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF-BR) de vetar a exigência de diploma para os profissionais do jornalismo. Segundo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal tal barreira contra o exercício da profissão é inconstitucional (liberdade de expressão). A resolução que mais chama a atenção é a seguinte: “Gilmar Mendes comparou a profissão de jornalista com a de um Chef...”. Obviamente isso não foi e será motivo para mudar minha escolha, ainda que tal decisão seja das mais infelizes do ano. Mudando de assunto...

Indicados e Premiados
Ed. 001


A Voz do Coração (Le Choristes, 2004). dir: Christophe Barratier.

Indicado pela academia para dois prêmios – canção original e filme estrangeiro – esse singelo e tocante drama-musical narra uma parte da vida de Clément Mathieu, um fracassado musico contratado para lecionar em um internato comandado por um violento e inflexível diretor. Usando de muita criatividade, Clement, pouco a pouco consegue bons resultados ao submeter os alunos rebeldes as aulas num coral. Contudo, obstáculos impostos pelo diretor ameaçam atrapalhar os planos do professor. Alem da excelente parte musical, a produção francesa transmite com certa nostalgia o sempre movimentado e por as vezes o cruel cotidiano escolar da época. Respeito, autoritarismo e repressão eram corriqueiras. Os talentos surgem dos mais improváveis lugares.

Volto amanha para mais comentários. Bom sábado a todos, um abraço e até mais.

Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Crítica do marromenos "Bang Bang: Você Morreu"


Várzea Grande-MT, 18 de Junho de 2009. 10:14pm...

...E mais um post inútil.

Deixo a conversa fiada para amanha. a seguir, mais uma estréia no Dia do Cinéfilo Inútil.

Esquecíveis, Inúteis e Afins
ed. 001

Bang Bang! Você Morreu (Bang Bang! You're Dead, 2002)
Precisamente não sei quantas foram as adaptações que usaram como base de enredo o Bulliyng Escolar, fenômeno dito por alguns como umas das principais causas do fatídico massacre em Columbine. em 2003, Gus Van Sant trouxe apresentou nos cinemas uma visão bastante curiosa e crua para o assunto, sem precisamente apontar culpados. Um ano antes, a produtora Showtime lançou o telefilme Bang Bang! Você Morreu (Bang Bang! You're Dead, 2002), cuja trama aparenta ser levemente baseada no crime ocorrido em 1999. O talentoso bem foster interpreta Trevor Adams, estudante problemático, responsável por um atentado à escola onde frequenta. Mesmo contra a vontade do conselho escolar, um professor de teatro (Tom Cavanagh) consegue convencer Trevor a participar de uma peça teatral, cujo tema principal é a animosidade entre jovens.

Os interessantes elementos da trama – posição social escolar, movimentos anarquistas – somadas as características psicológicas do protagonista aparentam caminhar para uma satisfatória resolução. Entretanto, soluções fáceis e preguiçosas acabam por levar a fita a um desnutrido epílogo. Uma pena.

Volto em uma nova oportunidade para mais comentários. Boa sexta-feira a todos, um abraço e até mais.

Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Supercine, 16 Anos, Bom Suspense e Sally Field

Várzea Grande-MT, 17 de Junho de 2009. 10:27pm...


...E mais um post inútil.


Inauguro agora mais uma série para o Dia do Cinéfilo Inútil: Parentes do Supercine. Explico para os camaradas de outros países: Supercine é nome de uma das mais antigas atrações televisivas do Brasil, que vai ao ar todos os sábados, às 23:00 (horário oficial). Especializado em Thrillers, o programa ainda é uma pedida razoável, mesmo com a queda na seleção dos filmes. Admito só passar a ter mais curiosidade do gênero após meus 16 anos, até pelo fato de haver certa censura por parte de minha mãe – 95% dos títulos tem conteúdo improprio para menores de 16 anos. Pensando bem, hoje dou plena razão aquelas proibições. Esforçar-me-ei para comentar algum filme do gênero todas as quartas. E la vamos nós...


Filhos do Supercine

Ed. 001

Olho Por Olho (Eye For an Eye, 1996), de John Schlesinger (Maratona da Morte, 1973)


Mais um para ser colocado na galeria “Fitas de Moral Perigosa”. Exageros a parte, o bom suspense do Oscarizado John Schlesinger (Perdidos na Noite, 1969) tem como personagem principal Karen McCann, uma pacata mãe que, após o transtorno de ter perdido a filha mais velha, decide investigar e dar um fim ao homem responsável pelo estupro e assassinato de sua filha – ele conseguiu se safar da justiça graças a falta de evidencias. Essa busca incessante por vingança transforma por completo o comportamento de Karen.


Essa versão feminina do já clássico Desejo de Matar só obtém resultados expressivos graças a segurança e competência de Sally Field (Onde Mora o Coração, 2000), cuja interpretação transmite com veemência certas características da protagonista: de desesperada a calculista. Só é de lamentar a falta de um melhor aproveitamento do vilão por parte do roteiro (interpretado caricaturalmente por Kiefer Sutherland). Se existem ou não grupos de extermínio infiltrados em grupos de auto-ajuda, difícil saber. Não deixa de ser interessante a hipótese.


trailer



Uma ultima recomendação sobre os filmes dessa série: não os assista a altas horas da noite. Mais da metade são lentos... Muito lentos. Volto amanha para mais novidades. Um abraço a todos, boa quinta-feira e até mais.


Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Curiosidades, Embranquecimento, Coelho e Violinista

Várzea Grande-MT, 16 de Junho de 2009. 10:51PM...


...E mais um post inútil...



Antes de iniciar a 2° edição da série “Fim de Semana Com Filmes”, convido-os a assistir um curto vídeo que mostra algumas curiosidades do período histórico denominado Idade Média (476-1453). Reparem na expressão “salvo pelo gongo”. Clique aqui para acessá-lo



Fim de Semana com Filmes.

Ed. 002

O (in)útil de sábado foi:

Geração Roubada (Rabbit Proof Fence, 2002). dir: Philip Noyce (Perigo Real e Imediato, 1994).


dificilmente Philip Noyce decepciona no estilo Cinema-Denúncia (veja um exemplo aqui). Geração Roubada traz uma contundente visão sobre o processo de “embranquecimento” dos aborígines australianos. Após serem raptadas por uma entidade política “exportadora” de crianças, três pequenas irmãs nativas decidem colocar em ação uma audaciosa fuga com o intuito de retornar aos familiares. Tal fato consegue chamar a atenção dos moradores locais. Apesar de curto, o filme transpõe com visão apurada e aguçado senso crítico o lento e doloroso desaparecimento de um povo. O título Rabbit Proof Fence (cerca a prova de coelho), acertadamente é inserido no contexto do longa tanto de maneira esperançosa (a cerca funciona como uma espécie de bússola às crianças) quanto desilusória. Imperdível!


trailer de Rabbit Proof Fence aqui



O (in)útil de domingo foi:

O Violinista que Veio do Mar (Ladies in Lavender, 2004). dir: Charles Dance (Hillarie and Jackie, 1998)


Apesar de ter duas ganhadoras do oscar como protagonistas, recomendo poucas expectativas para esse longa. Mesmo assim, a simples de um jovem violinista (Daniel Brühl, de Adeus, Lênin) que é resgatado e acolhido por duas irmãs já idosas (interpretadas por Judi Dench e Maggie Smith), é cuidadosamente conduzida pelo ator/diretor Charles Dance. Mesmo que um ou outro ponto seja pouco explorado (em especial, a personagem Olga), ainda assim, o bom elenco e a agradável trilha sonora garantem a locação.


trailer de Ladies in Lavender aqui



Espero voltar amanha para trazer-lhes mais novidades. Um abraço a todos, boa quarta-feira e até mais.


Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Crítica do mais-ou-menos épico celta Lancelot


Várzea Grande-MT, 12 de Junho de 2009. 12:47PM...

...E mais um post inútil.


Novamente fui pego em flagrante desfrutando um cochilo – desta vez por uma cliente (fato vergonhoso do dia n° 001). O ultimo feriado de Corpus Christi foi de muita serventia para reposição das energias. Só não fiquei muito satisfeito com a decisão dos coordenadores do curso pré-vestibular de terem aderido a um feriadão prolongado. Nessa etapa do campeonato (restam menos de 80 dias para a aplicação do novo vestibular), cada aula perdida tem valor considerável.


Vi a uns quatro anos atrás o esquecível Rei Arthur (King Arthur, 2004), de Antoine Fuqua. a verdade é que preciso assistir a mais adaptações a respeito dos míticos cavaleiros da távola redonda, já que as duas versões que conferi vagam entre o sonolento e o completamente inútil. Considerando o termo “Sonolento”, temos Lancelot: O Primeiro Cavaleiro (First Night, 1995), de Jerry Zucker. Richard Gere e Sean Connery tem rendimentos poucos notáveis, interpretando Lancelot e Arthur, respectivamente. Julia Ormond confirma mais uma vez sua apatia: assim como em Lendas da Paixão (1994) e Sabrina(1995), a atriz interpreta o interesse romântico da trama. Apesar de certa barulheira, a fita não passa de uma sessão da tarde de segundo escalão. Definitivamente Jerry Zucker rende muito mais em comedias (vice Top Secret e Ta Todo Mundo Louco) – salvo exceções surpreendentemente surpreendentes como Ghost (1990). Assista Lancelot por curiosidade.
trailer de First Knight aqui


Espero voltar amanha para comentar sobre mais um filme-de-época. Um abraço a todos, boa sexta feira (não desejarei feliz dia dos namorados por considerar por demais mercantilista essa data) e até mais.

Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.
:)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Com Filmes, O (in)útil, Faculdade e Espadachim

Várzea Grande-MT, 10 de Junho de 2009. 10:48PM...


...E mais um post inútil...



Com certo atraso, inauguro a sessão “Fim de Semana com Filmes”. Irei escolher dois títulos para conferir e logo após, elaborar uma breve impressão sobre cada um.


O (in)útil do sábado foi:

Anatomia (Anatomie, 2000), de Stefan Ruzowitzki.

Mais um que tiro de minha “Lista da Vergonha” - considerando essa década. Lembro de ter lido diversos comentários na época de lançamento desse filme. Alguns chegaram ao ponto de considerá-lo “um frescor ao gênero”. De fato, a historia de uma brilhante aluna de medicina que resolve investigar por conta própria uma serie de assassinatos ocorridos na faculdade onde estuda, tem um interessante e progressivo clima de tensão. É certo que o resultado seria ainda mais produtivo caso não optassem por simplificar o epilogo e a adoção de um visual, digamos, mais “gore”. Antes de assisti-lo, deixo uma palavra: autópsia. Vale a locação.

Teaser de Anatomia aqui


E o (in)útil de domingo foi:

Conan: O Bárbaro (Conan: The Barbarian, 1981), de John Mills.


Mais um que tiro de minha “Lista da Vergonha” - considerando agora, gênero e ator. O bom épico/fantasia marca a estreia(de fato) do ator Arnold Schwarzenegger, no papel do conhecido herói da literatura juvenil Conan. Após ter os pais assassinados por um fanático líder religioso (James Earl Jones), o protagonista acaba sendo levado para um campo de prisioneiros para trabalhar como escravo. Quando adulto, é treinado para se tornar um gladiador. Devido a sua incrível força e habilidade como espadachim, consegue ganhar liberdade, essa usada somente para um objetivo: vingar a morte dos pais. Cenas de sexo, Sanguinolência, trilha sonora estridente, rituais pagãos e James Earl Jones com cabelos longos e lisos transformaram o filme em um dos mais notáveis e trashs do gênero. Vale – e muito – uma conferida.

trailer de Conan: O Bárbaro aqui



Volto amanha para comentar sobre mais um épico. Desejo a todos camaradas uma boa quinta-feira, um abraço e até mais.

domingo, 7 de junho de 2009

Crítica do belíssimo Em Algum Lugar do Passado


Várzea Grande-MT, 07 de Junho de 2009. 11:52AM...

...E mais um post inútil.


Minha professora de Literatura passou como tarefa uma análise sobre o longa Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, 1980). segundo ela, certas características do filme condizem com alguns dos principais elementos do período artístico denominado Romantismo (fim do sec. XVIII, parte do sec. XIX). Confesso ter ficado um tanto envergonhado por ainda não ter visto essa fita, até porque tinha boas referencias. Aproveitei o fraco movimento no período vespertino do ultimo dia 05 para conferi-lo.

No interessante enredo, Christopher Reeve interpreta o jovem e promissor escritor Richard Coolier que, após a estreia de sua primeira peça, é abordado por uma misteriosa senhora. Sem mais nem menos, ao se aproximar do escritor, faz um único pedido: “volte para mim”. Depois de uma rápida investigação, Richard, intrigado, descobre que ela fora uma notável atriz teatral chamada Elise McKeena. Obcecado por mais respostas, o escritor decide recorrer a uma sessão de hipnose, conseguindo “transportar-se” até 1912 e, ao encontrar Elise, acaba se apaixonando por ela.

Enquanto assistia, lembrei-me vagamente de Kate e Leopold(2002), uma comedia romântica cuja historia era tão absurda quanto. Ao menos, Em Algum Lugar do Passado tem resultado mais satisfatório (e bota satisfatório nisso) graças a credibilidade do roteiro, afastando ao máximo de resoluções fáceis e inverossímeis, mesmo se tratando de uma relação afetiva aparentemente impossível. O charme e carisma do eterno Christopher “Superman” Reeve garante um ponto a mais ao filme. Vale uma conferida.

trailer de Em Algum Lugar do Passado aqui


Volto em uma próxima ocasião para inaugurar a sessão “Filmes do Fim-de-Semana”. Um abraço a todos, um excelente domingo e até mais.

Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.

sábado, 6 de junho de 2009

Crítica do surpreendente Busca Implacável e do decepcionante Última Parada 174


Várzea Grande-MT, 06 de Junho de 2009. 10:22AM...

...E mais um post inútil...


Para facilitar as coisas pelo blog, decidi fazer ao menos 5 postagens semanais. Devem ter percebido a quantidade generosa (para não escrever outra palavra) de filmes insignificantes na lista de maio. Explico o porque: Nos últimos meses, andou diminuindo o tempo extra para assistir a mais de um filme por dia. Aproveitei o mês que passou para rever algumas fitas que os professores do curso pre-vestibular me recomendaram (Spartacus, A Lista de Schindler, Cruzada, A Cidade Perdida...) - uma agradável tarefa, diga-se. Maio tambem marcou minha volta ao maravilhoso mundo da meia-entrada. Estreei minha identificação estudantil (documento necessário para o desconto) com X-Men Origens: Wolverine. Deixo meus comentários para o lançamento em DVD.

Entre os dias 03 e 04, dois filmes vistos:

Impossível assistir a Busca Implacável (Taken, 2008) e não se lembrar do cinema de ação dos anos 70. O sempre confiável Liam Neeson (Kinsey, 2004), interpreta um ex-agente federal empenhado em resgatar a filha adolescente, sequestrada durante as férias em Paris por albaneses ilegais contrabandistas. Produzido pelo mais-que-conhecido Luc Besson, a fita, mesmo previsível, mantém a atenção por ser curta, barulhenta e descartável. Já temos um substituto à altura do mestre Charles Bronson para o gênero.
trailer de Taken aqui


No dia seguinte, conferi o desnecessário Última Parada 174 (idem, Brasil, 2008), do engomado Bruno Barreto (O Casamento de Romeu e Julieta, 2005). Tendo a poderosa Globo Filmes com produtora, o longa (re)reconta a trajetória do infeliz Sandro do Nascimento (Michel Gomes, esforçado), desde sua infância passada nas ruas e praças do Rio de Janeiro (ele fugiu de casa após perder a mãe), até o fatídico 12 de Junho de 2000, quando, totalmente descontrolado, tomou de assalto um ônibus no centro da cidade.


Como se já não bastasse a bagunça inicial, O fraco e manipulador roteiro consegue um feito mais chamativo que todos os conteúdos jornalísticos (sensacionalistas ou não) da época: transformar o protagonista em uma vitima dos acasos da vida, fato sutilmente sugerido no excelente documentário de 2003, dirigido por José Padilha (Tropa de Elite, 2007). Conselho: veja Ultima Parada em um dia promocional. Ou melhor. Troque-o pelo vigoroso documentário.
trailer de Última Parada 174 aqui


Espero voltar ainda nesse fim de semana para comentar sobre um bom romance dos anos 80. um abraço a todos camaradas blogueiros, bom sábado e até mais.

Dia do Cinéfilo Inútil. Uma viva a (in)utilidade dos Cinéfilos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Conferidos em Maio, Top do Mês, Tupac e 5

Várzea Grande-MT, 02 de Junho de 2009. 10:29PM...


...E mais um post inútil.



Retornando para postar a lista dos filmes conferidos em maio. Imaginei que devido a preparação para o vestibular não fosse conseguir passar dos 15 filmes por mês. Espero poder colocar em pratica algumas ideias organizadas nos últimos dez dias. O fraco movimento de visitantes em maio é mais que justificável, dada a quantidade de postagens somado as poucas visitas que fiz aos camaradas blogueiros. Fica mais essa tarefa para o mês que acaba de começar.


Foram 32 filmes vistos em maio, sendo uma revisão. La vai:



Cine Jeniss Walker

Maio/2009


Marley e Eu (Marley And me, 2008). Dir: David Frankel

Nota: 7.0


Hamlet (idem, 1990). Dir: Franco Zeffirelli

Nota: 6.5


Controle Absoluto (Eagle Eye, 2008). Dir: D.J. Caruso

Nota: 7.0


Missão: Babilônia (Babylon A.D., 2008). Dir: Mathieu Kassovitz

Nota: 5.0


O Reino Proibido (The Forbidden Kingdom, 2008). Dir: Rob Minkoff

Nota: 6.5


Austrália (Idem, 2008). Dir: Baz Lurhmann.

Nota: 5.5


Jogos Mortais V (Saw V, 2008). Dir: David Hackl.

Nota: 5.0


Space Buddies (idem, 2009). Dir: Robert Vance.

Nota: 5.0


Sex And The City: O Filme (Sex And The City, 2008). Dir: Michael Patrick King.

Nota: 6.0


Eterno Amor (Un Long Dimanche de Fiançailles, 2004). Dir: Jean-Pierre Jeunet

Nota: 7.0


Titus (idem, 1999). Dir: Julie Taymor.

Nota: 6.5


O Homem da Máscara de Ferro (The Man in the Iron Mask, 1998). Dir: Randall Wallace.

Nota: 6.5


*Romeu + Julieta (idem, 1996). Dir: Baz Lurhmann.

Nota: 7.0


Mentes Perigosas (Dangerous Minds, 1995). Dir: John N. Smith

Nota: 6.5


Deu A Louca em Hollywood (Epic Movie, 2007). Dir: Aaron Seltzer, Jason Friedberg.

Nota: 4.5


Proposta Indecente (Indecent Proposal, 1993). Dir: Adrian Lyne.

Nota: 6.5


Desafio no Gelo (Miracle, 2004). Dir: Gavin O’Connor.

Nota: 6.5


O Jornal (The Paper, 1994). Dir: Ron Howard.

Nota: 6.5


Morra Smoochy, Morra (Death To Smoochy, 2002). Dir: Danny deVito

Nota: 6.5


Um Crime de Paixão (Reckoning, 2003). Dir: Paul McGuigan.

Nota: 6.5


O Corajoso Ratinho Despereaux (The Tale of Despereaux, 2008). Dir: Sam Fell, Robert Stevenhagen.

Nota: 7.0


A Vida num só Dia (Mrs. Pettigrew Lives for a Day, 2008). Dir: Bharat Nalluri.

Nota: 7.0


Sem Medo de Morrer (The Life Before Her Eyes, 2007). Dir: Vadim Perelman.

Nota: 5.5


Bem Vindo ao Jogo (Lucky You, 2007). Dir: Curtis Hanson.

Nota: 6.5


Maratona do Amor (Run Fatboy, run, 2007). Dir: David Schwimmer.

Nota: 6.0


A Caçada (The Hunting Party, 2007). Dir: Richard Shepard.

Nota: 6.5


No Limite: A História de Ernie Davis (The Express: The Ernie Davis Story, 2008). Dir: Gary Fleder.

Nota: 7.0




em razão da enorme quantia de filmes ruins, resolvi diminuir o tamanho do quadro “Top do Mês”.


Entre os escolhidos, destaco o formidável documentário Tupac – Ressurection (idem, 2003), obra cinematografica definitiva sobre o controverso rapper, cujo agressividade – tanto musical quanto pessoal – mudou para sempre a cultura pop estadunidense. Os outros do “Top 5” vocês conferem agora:



Bolt – Supercão (Bolt, 2008). Dir: Byron Howard, Chris Williams.

Nota: 7.5


Queime Depois de Ler (Burn After Reading, 2008). Dir: Coen Bros.

Nota: 7.5


O Outro Lado da Nobreza (Restoration, 1995). Dir: Michael Hoffman

Nota: 7.5


Atos que Desafiam a Morte (Death Defying Acts, 2007). Dir: Gillian Armstrong.

Nota: 7.5

trailer



Tupac – Ressurection (idem, 2003). Dir: Lauren Lazin.

Nota: 8.5

trailer



volto amanha para mais comentários. Ah sim! Comecei o mês de junho assistindo o inútil Zohan: O Agente bom de Corte (You Don't Mess With the Zohan, 2008). faço votos que seja o único filme ruim desse mês :). um abraço a todos, boa quarta-feira e até mais.


Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ultima Parte, Animações Oscarizáveis, Marley e Epic Movie

Várzea Grande-MT, 01 de Junho de 2009. 10:32PM...


...E mais um post inútil.



Agora com vocês, a ultima parte da série “Com Filmes, Sem Internet

Bolt: Supercão (Bolt, 2008), de Byron Howard e Chris Williams: certamente Bolt conseguiu se beneficiar do fraco 2008(no quesito “animações Oscarizáveis”). Obviamente isso nem chega a ser desculpa para diminuir o potencial da animação 3D que marca – agora pra valer! - a parceria Disney/Pixar. Confesso que ri muito com o balofo hamster Rhino, personagem que consegue a proeza de ser mais amalucado que o protagonista “superpoderoso”. Uma agradável surpresa.

trailer de Bolt aqui

Marley e Eu (Marley and Me, 2008), de David Frankel: conseguirei um dia entender o porquê do imenso sucesso dessa dramédia? Qual será o fator diferenciador de Marley e Eu, em relação aos concorrentes cinematográficos com cachorros como coadjuvantes de luxo? Pensando bem, a resposta deve estar no epílogo ______. Quem assistiu sabe qual é a palavra mais adequada ao espaço mostrado.

trailer de Marley e Eu aqui

Deu a Louca em Hollywood (Epic Movie, 2007), de Aaron Seltzer e Jason Friedberg:





Entendeu?

trailer


Volto amanha, para o resumo do mês de maio. Bom inicio de semana a todos, um abraço e até mais.

Dia do Cinéfilo Inútil. Um viva a (in)utilidade dos cinéfilos.

:)

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